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Big Tech está colocando IA no seu bolso e isso vai mudar a experiência do cliente (de verdade) em 2026

Em 2026, a IA deixa de ser “feature” e vira camada central da experiência do usuário em dispositivos pessoais. Com Big Tech levando IA para smartphones, PCs e wearables, a régua de experiência do cliente sobe: mais automação, personalização e interações multimodais, junto de novos desafios de privacidade, confiança e governança. O artigo explica por que esse movimento acelerou, o impacto direto em CX e como empresas podem se preparar com casos de uso, métricas e boas práticas.

07 de janeiro de 2026
8 min de leitura
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Big Tech está colocando IA no seu bolso e isso vai mudar a experiência do cliente (de verdade) em 2026

Em janeiro de 2026, ficou impossível fingir que “IA é feature”. O jogo virou: IA agora é camada central de produto, principalmente em dispositivos pessoais (smartphones, PCs, wearables e assistentes). O resultado? A experiência do cliente (CX) está sendo redesenhada na marra, com mais automação, mais personalização e, claro, novas dores de privacidade, confiança e governança.

A notícia que cristaliza essa virada: a Samsung disse que pretende dobrar o volume de dispositivos com Galaxy AI para 800 milhões em 2026, acima dos ~400 milhões de 2025, com recursos “largamente alimentados” pelo Gemini (Google).

Agora vamos ao que interessa: o que isso significa, por que está acontecendo agora, e como empresas podem surfar essa onda sem virar case de “IA que irrita cliente”.

O que está acontecendo: a IA saiu do app e virou “sistema operacional da vida”

A Big Tech está empurrando IA para o bolso por três motivos bem pragmáticos:

  1. Distribuição: celular e PC são os canais com maior alcance do planeta.

  2. Retenção: se o usuário depende da IA no dia a dia (mensagens, fotos, busca, rotina), ele troca menos de ecossistema.

  3. Margem: IA “bem colocada” aumenta valor percebido e abre espaço para upsell (planos premium, bundles, serviços).

O anúncio da Samsung sobre escalar Galaxy AI para 800 milhões de dispositivos em 2026 deixa claro que o plano é IA em tudo: produtividade, edição de imagem, tradução, resumos, busca e mais.

Por que agora: o trio NPU + on-device + nuvem privada

A infraestrutura necessária para “IA no bolso” amadureceu rápido. O grande unlock é o modelo híbrido:

  • On-device (no aparelho): rápido, funciona offline e é melhor para privacidade em várias tarefas.

  • Nuvem (quando precisa): para requests pesados.

  • Nuvem privada / controlada (quando o assunto é sensível): empresas tentando equilibrar poder computacional com confiança.

A Apple posicionou isso de forma explícita com o Apple Intelligence, dizendo que o sistema foi desenhado com processamento no dispositivo e, quando necessário, usa o Private Cloud Compute (servidores com Apple silicon) para tarefas mais complexas.

No mundo Windows, a Microsoft empurrou forte a categoria Copilot+ PCs, baseada em NPU para rodar experiências de IA “no device” (com ênfase em eficiência).

E do lado dos chips, empresas como a Qualcomm vendem a tese de IA rodando no dispositivo como um caminho natural para escala (inclusive em PCs e mobile).

O que muda na experiência do cliente: de “assistente” para “copiloto proativo”

Na prática, o CX muda em quatro camadas:

1) Menos fricção, mais “um toque resolve”

Se antes o cliente abria 5 apps pra fazer uma coisa, agora ele quer um comando e pronto: resumir conversas, sugerir resposta, traduzir em tempo real, organizar agenda, ajustar foto, gerar texto.

A Samsung vem posicionando Galaxy AI justamente como essa cola de produtividade e criação no dia a dia e quer isso em escala massiva.

2) Personalização contextual (o “boom” e o “perigo”)

O sonho: IA entendendo preferências, histórico, rotina e contexto para ajudar de verdade.
O risco: o cliente sentir que a marca está sendo invasiva, confusa ou errada.

Por isso o discurso de privacidade e processamento local ganhou tanta relevância, especialmente no ecossistema Apple.

3) Multimodal virou o novo normal

Texto + voz + imagem + vídeo. Isso não é hype, é a nova interface padrão.
Exemplo forte dessa tendência: wearables.

No CES 2026, a Meta mostrou recursos novos para seus óculos com display (teleprompter, escrita via pulseira com sensores, navegação), empurrando uma experiência “mãos livres” que mistura mundo físico + IA.

4) Atendimento e pós-venda começam antes do problema existir

Essa é a virada mais “negócios”: IA no bolso abre espaço para experiências proativas: alertar, orientar, sugerir, prevenir churn.

E assistentes estão indo além do alto-falante. A Amazon, por exemplo, vem expandindo a proposta do Alexa+ (geração com IA) para mais superfícies e experiências.

Implicações de negócios: o cliente vai ficar mais exigente (e menos paciente)

Aqui vai o choque de realidade:

  • Se a IA do celular resolve em 10 segundos, ninguém quer ticket de suporte que leva 48h.

  • Se o sistema sugere respostas e organiza informação, ninguém quer formulário gigante.

  • Se a IA cria texto e imagem rápido, ninguém quer criativo genérico.

Ou seja: a referência de “boa experiência” vai subir, puxada por Big Tech. E isso derrama no seu produto/serviço, mesmo que você não seja uma Big Tech.

Oportunidades (e ciladas) para marcas e produtos

Oportunidades

  • Onboarding mais esperto (IA guiando primeiros passos em tempo real)

  • Conteúdo e comunicação hiperpersonalizados

  • Autoatendimento com linguagem natural (sem “aperte 1 para…”)

  • Creative ops turbinado (variações rápidas, testes, performance)

Ciladas

  • Alucinação e erro com cara de certeza (cliente odeia isso)

  • Privacidade mal explicada (vira crise fácil)

  • Automação fria (parece robô e mata relacionamento)

  • Dependência de um ecossistema (lock-in tecnológico e de dados)

Checklist prático: como preparar sua experiência do cliente para a era “IA no bolso”

Se você quer transformar isso em vantagem competitiva (e não em dor de cabeça), eu faria assim:

  1. Mapeie 5 momentos de fricção na jornada (onde o cliente trava).

  2. Escolha 2 casos de uso de IA com ROI claro (tempo, custo, conversão ou retenção).

  3. Defina política de confiança: quando a IA pode agir sozinha e quando precisa pedir confirmação.

  4. Crie trilha de auditoria: logs, motivos, feedback do usuário, “desfazer ação”.

  5. Treine a “voz da marca” (respostas consistentes, tom, limites, compliance).

  6. Meça o que importa: CSAT, FCR, tempo de resolução, churn, LTV, ticket evitado.

2026 é o ano em que IA vira expectativa básica

A manchete “Samsung quer 800 milhões de dispositivos com IA em 2026” não é só sobre Samsung. É sobre o mercado inteiro dizendo: IA vai ser parte do padrão mínimo de experiência.

Se você cuida de produto, CS ou marketing, a pergunta não é “se” vai ter IA. É: onde ela reduz fricção sem matar confiança.

Se quiser, eu adapto esse artigo para o padrão do seu blog (Nexux AI): meta description, slug, palavras-chave, e uma versão com CTA para ferramentas (ex.: atendimento, criação de conteúdo, automação).